Bispo de Cachoeiro destaca urgência da paz e critica escalada de conflitos internacionais

O bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, comentou nesta quarta-feira, 11 de março, a nota divulgada pela presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que trata da urgência pela paz diante da escalada de conflitos no cenário internacional. Em mensagem dirigida aos fiéis em seu programa “A Voz do Pastor”, o bispo destacou a preocupação da Igreja com as guerras em andamento e reforçou o convite para intensificar as orações pela paz.

Logo no início da reflexão, o bispo afirmou que o mundo atravessa um momento delicado marcado por conflitos armados e tensões entre nações. “Vivemos tempos difíceis, sobretudo por causa das muitas guerras que acontecem no mundo, mas especialmente dessa guerra absurda dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã”, declarou.

Dom Luiz também criticou a lógica de dominação que, segundo ele, tem marcado a política internacional ao longo das últimas décadas. “Nós sabemos que os Estados Unidos têm uma política imperialista, que acha que pode dominar o mundo inteiro. Quantos países, dezenas de países foram invadidos, foram atacados nas últimas décadas pelos Estados Unidos?”, questionou. Para o bispo, muitos desses conflitos são motivados por interesses econômicos. “Por causa de interesses comerciais, por causa do petróleo, por causa das riquezas, sempre motivos econômicos, de dominação, de poder”, acrescentou.

Durante a mensagem, o bispo recordou ainda o apelo constante do Papa Leão XIV para que os cristãos rezem pela paz e busquem o diálogo entre os povos. “Nesse momento difícil que nós passamos, o Papa Leão XIV tem pedido e insistido muito para rezarmos pela paz. Ele tem apelado ao diálogo”, afirmou.

Dom Luiz destacou que a CNBB também se manifestou oficialmente sobre a situação. De acordo com ele, a nota expressa a posição da Igreja no Brasil diante da escalada de violência no Oriente Médio e do risco de ampliação do conflito. O texto, divulgado pela presidência da Conferência, manifesta “profunda preocupação com os recentes acontecimentos e a escalada de violência que ameaçam ampliar o conflito no Oriente Médio, trazendo graves consequências para a população civil e para a estabilidade internacional”.

A nota recorda ainda palavras recentes do Papa, segundo as quais “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”. A presidência da CNBB também reforça que “a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos” e que a violência armada provoca sofrimento incalculável, sobretudo entre os mais vulneráveis.

No documento, os bispos brasileiros incentivam os líderes das nações a retomarem os caminhos da diplomacia e da negociação. “A Igreja encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação”, afirma o texto.

A nota é assinada pelo presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, e pelos vice-presidentes Dom João Justino, arcebispo de Goiânia, e Dom Paulo Jackson, arcebispo de Olinda e Recife, além do secretário-geral da Conferência, Dom Ricardo Hoepers.

Além de comentar o posicionamento da Igreja no Brasil, Dom Luiz Fernando Lisboa convidou os fiéis a participarem de um momento especial de oração. Segundo ele, a CNBB orienta que no dia 19 de março, data em que a Igreja celebra a solenidade de São José, as comunidades rezem pela paz durante as celebrações eucarísticas e demais encontros de oração.

“Em todas as celebrações da nossa diocese e do Brasil inteiro vamos rezar essa oração pela paz no dia de São José. Todas as comunidades devem preparar esse momento na liturgia para rezarmos essa oração dirigida a Deus, pedindo paz no mundo, sobretudo nesses dias de hoje que estamos vivendo”, disse.

Ao final da mensagem, o bispo reforçou o convite à oração e à esperança. “Rezemos pela paz. Que os corações sejam desarmados, que as armas se calem e que a paz floresça entre os povos”, concluiu.

 

Acesse a nota na íntegra (aqui).

Acesse (aqui) a oração pela Paz.

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Autor:

Diocese Cachoeiro

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